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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Manhã Movimentada'

Pela primeira vez nesses 7 meses aconteceu alguma coisa diferente na ida pro cursinho. COntornando o Dique do Tororó por volta das 6:40 da manhã, eu estava lendo a revista do Novo Enem (ainda não terminei). Estava tão concentrado que não percebi o q acontecia ao redor. De repende o motorista deu uma freada e eu enfiei a cara na revista com tudo. E ouvi um grito:
"- Seu fila da... Vc é um fila da... mesmo"
"- Uma faixa não serve para você não é?"
O motorista do carro da frente esculhambou o motorista do buzu todinho e ele não respondeu nada. Depois de falar, gritar, o motorista do carro voltou para o carro e seguiu.O motorista do ônibus seguiu também em direção à Lapa. Eu fiquei sem entender. Como estava lendo não entendi nada. Um batida grande não foi porque não teve barulho nenhum.
Na volta um engarrafamento terrível na saída da Estação da Lapa. Por fim cheguei em casa 14 horas.

sábado, 18 de julho de 2009

Sábado com Aula

Tava demorando. O cursinho achou de marcar a 1ª aula extra para minha turma. Acordei cedo e fui. Pra começar na ida só tinha 5 pessoas no ônibus. Eu, duas mulheres, o cobrador e o motorista.
Cheguei no cursinho, assisti as duas aulas e decidi pegar ônibus no Campo Grande. Voltei com duas colegas do cursinho. Fiquei mofando no ponto de ônibus na frente do TCA e o sol me torrando.





Estou lá sentado esperando o ônibus e senta uma senhora do meu lado. Tira da bolsa o celular e um pedaço de folha cheio de números de celular. Disca, disca até a hora que consegue falar com alguém. E pra variar, falava baixo. (O povo pensa que está na rua sozinho) A mulher começou:

"- Minha filha você não acredita, o homem da portaria disse que não tem mais ingresso não. Que até os extras foram vendidos. Só tem cambista vendendo aki na porta por 100 reais."
(...)
" - Mas eu não vou comprar não. Vou esperar a bilheteria abrir pra conversar com o rapaz".
(...)
"- (gritando) Calma! Eu não vou comprar não! Tenha calma. Já tô aqui, vou esperar abrir meio dia. Eu te ligo depois. Beijos. Tchau, tchau!"
A criatura começa a falar sozinha, isso pra ver se alguém dava trela e conversava com ela. Como eu estava com raiva da demora do ônibus fiquei só ouvindo ela falar com outra mulher do lado dela.
" -Depois chamam a gente de burra, a gente tenta buscar cultura e os cambistas compram tudo pra ganhar dinheiro. Imagine aí. A meia de 40 reais pra 100 na mão dos cambistas."
A outra fulhe com a voz de que estava com Nariz intupido respondia: "Pois é. Quem é que vai cantar aí no Teatro?"
"- Ninguém vai cantar não, é uma peça. Hamlet com Wagner Moura. E a gente vai atras de cultura e não pode. Depois é burra!"
A mulher resmungou, resmungou que a outra cansou e entrou no ônibus e ainda chamou ela, mas ela disse:
"- Não eu não vou não. Já tô aqui, vou esperar abrir a bilheteria."

Por fim o ônibus passou e eu vim pra casa. No caminho, só lendo a Revista Guia do Estudante e olhando a orla de Salvador...


revista Guia do Estudante

Orla de Salvador

(...) sem títulO (...)

A semana começou bem, uma ansiedade pra começar o curso no Senai. Mas nem tudo foi como eu esperava. No primeiro dia cheguei em cima da hora. Tudo estranho.
A aula começou e eu percebi logo que não ia dá certo. resolvi ficar até o dia 20 de julho pra ter certeza que realmente não ia me levar a lugar algum.
No dia seguinte saí do cursinho no mesmo horário, 12h, e fui pra Estação Lapa (subsolo) pegar o buzu pro Senai. Lá tinha mais gente da minha sala no Senai e fiquei conversando e percebi que as pessoas que estavam conversando comigo achavam a mesma coisa. Diante disso, não podia ser implicancia minha.
O buzu demorou, a fome aumentoou e dessa vez eu não comprei passatempo para o almoço. "Me ferrei!" Exatamente às 13h, horário de entrada na sala de aula o ônibus chegou. Entrei e comprei aquele velho Mendorato para almoçar.
Uma passeata atrapalhava o trânsito e tudo estava engarrafado. Cheguei no Senai super atrasado, às 14h. Ao final da aula a professora disse que o pessoal atrasado levou falta na 1ª aula e que se tivesse 25% de faltas não receberiam o certificado. Diante da situação decidi abandonar, porque todo dia eu poderia chegar atrasado, sem contar que ia sem almoçar e na volta pegaria um ônibus lotadO e ainda em pé durante uma hora.
Saí do Senai e fiquei só no cursinho. E a semana acabou sem nenhum acontecimento forte pelos ônibus e engarrafamentos da vida.

sábado, 11 de julho de 2009

Encerrando a Semana

Para encerrar a semana nenhuma coisa tão absurda pra apimentar meu BLOG.
Mas ainda continuo saindo do cursinho 12:40 morrendo de fome, decidi parar um tempo de comer Mendorato... Passei a comprar jujuba...
Estou lá dentro do buzu, comendo minha jujuba enquanto uma mulher senta do lado da outra e começa a falar, imediatamente eu puxei o fone do ouvido e comecei a ouvir:
"- Ó como eu tô tremendo.
- O que foi?
- Eu ia pegar Doron, mas dois mulekes ficaram me olhando e olhando pra minha bolsa. Viram que era grande, e axo que pensaram que tinha dinheiro dentro.
- Te roubaram?
- Não. Eu nem ia pegar Sussuarana, mas entrei correndo senão ia ser roubada.
- Ave Maria! Nenhum policiamento naquela estação. Eu vô te contar viu!"
Daí chegou meu ponto e eu desci e não consegui ouvir a históriia da mulher toda. Segunda feira começo um novo curso, passarei a pegar um õnibus a mais e com trajeto mais longo e diferente. Quem sabe eu tenha mais histórias na semana ki vem. Até lá!
por Evaldo Moraes

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Volta às aulas

A volta não foi como eu esperava. Pensei que logo de cara ia ter aquele engarrafamento e que teria "A Briga" dentro do buzão...
Mas nada disso aconteceu. Apenas hoje, na volta pra casa uma senhora entrou pela porta do fundo do ônibus, rodou a catraca e sentou.
O ônibus para variar estava cheio. A cobradora veio pegar o dinheiro da passagem da senhora e ela com a cara mais lavada disse:
" - Hoje eu tô sem dinheiro, mas eu não pago não."
A cobradora retada voltou pro lugar dela resmungando:
" - É cada uma que me aparece. Por que merda não entrou pela porta da frente?"
E a senhora ficou lá feito desentendida do assunto tentando se justificar com as pessoas que estavam perto dela.
A chuva aumentou, o ônibus ficou abafado, mas antes de chegar em casa a chuva parou.
Nisso entram duas mulheres com roupas iguais, aquelas fardas horríveis...
Só ki uma dela ficou em pé, do meu lado e não sentava por nada. Ficava encomodando, porque ela se batia no meu braço toda hora. E me olhava com a cara feia. Me deu uma raiva daquela infeliiz. Encomoda e eu que tô errado. Ainda bem que chegou no meu ponto e eu desci.

sábado, 4 de julho de 2009

Fim das Férias

Acabando as imensas férias de um pobre estudante, o jeito é voltar a realidade.

Antes lembrando alguns tópicos e comédias que acontecem. A preparação da bagagem de volta que começa uma semana antes da data da viagem. Preparando doces e guloseimas, comprando farinha, feijão, banana verde e empacotando tudo, porque tudo que vem do interior é mais gostoso e mais saudável como dizem os 'velhos sábios': "Não têm podruto químico!"
Você sai de casa se acabando com as malas e caixas que tem que levar... O ônibus é o pior que a empresa disponibiliza: lataria enferrujada, poltronas sujas e com chiclete, aquele aroma agradável...

Ao entrar no ônibus segurando a passagem e o ticket que garante a posse da caixa imensa carregada de banana, feijão e farinha que você colocou no bagageiro do ônibus você procura um lugar para sentar e só encontra naquele maravilhoso "fundão". Não há coisa melhor... O ar "condenado" lhe proporciona o cheiro do interior (barro e fumaça de ônibus velho).
Mas o pior nem é isso. Sempre o fundo está cheio de criança que acha que está num parque de diversões e fica gritando. Você respira fundo e embarca numa viagem de no mínimo 5 horas se o ônibus não resolver quebrar no caminho ou sei lá o que pode acontecer com ele.


Depois daquelas paradas que podem não ser nos lugares mais lindos, mas são a salvação de quem vem ouvindo berro de criança, o teco teco da lataria do buzão, sentindo o cheiro de borracha queimada e o fedor de vômito de criança... enfim, você chega na capital baiana fedendo, suado e com uma enorme vontade de tomar banho. O maior susto é quando você vê que a rodoviária está LOTADA. Você olha pra todos os lados, ninguém te esperando, mas você lembra das boas festas do interior, porque a rodoviária ainda está decorada com bandeirolas e balões de São João e tocando aquele forrozinho.

Você continua andando e arrastando as malas, empurrando as caixas, duas mochilas penduradas nas costas, a garganta seca e aquela sensação que todo mundo está te olhando, porque você trouxe tanta coisa que sua bagagem parece ser a maior do mundo.

Tá pensando que o sofrimento acaboou? Ai ai..

Ainda tem que atravessar a passarela e pegar aquele coletivo cheio de gente e enfrentar o velho engarrafamento que apimenta o BLOG!!!

E no final você diz: FORAM AS MELHORES FÉRIAS QUE JÁ TIVE.


por Evaldo A. Moraes