quinta-feira, 30 de julho de 2009
Manhã Movimentada'
sábado, 18 de julho de 2009
Sábado com Aula
Cheguei no cursinho, assisti as duas aulas e decidi pegar ônibus no Campo Grande. Voltei com duas colegas do cursinho. Fiquei mofando no ponto de ônibus na frente do TCA e o sol me torrando.
Estou lá sentado esperando o ônibus e senta uma senhora do meu lado. Tira da bolsa o celular e um pedaço de folha cheio de números de celular. Disca, disca até a hora que consegue falar com alguém. E pra variar, falava baixo. (O povo pensa que está na rua sozinho) A mulher começou:
"- Minha filha você não acredita, o homem da portaria disse que não tem mais ingresso não. Que até os extras foram vendidos. Só tem cambista vendendo aki na porta por 100 reais."(...)
" - Mas eu não vou comprar não. Vou esperar a bilheteria abrir pra conversar com o rapaz".
(...)
"- (gritando) Calma! Eu não vou comprar não! Tenha calma. Já tô aqui, vou esperar abrir meio dia. Eu te ligo depois. Beijos. Tchau, tchau!"
A criatura começa a falar sozinha, isso pra ver se alguém dava trela e conversava com ela. Como eu estava com raiva da demora do ônibus fiquei só ouvindo ela falar com outra mulher do lado dela.
" -Depois chamam a gente de burra, a gente tenta buscar cultura e os cambistas compram tudo pra ganhar dinheiro. Imagine aí. A meia de 40 reais pra 100 na mão dos cambistas."
A outra fulhe com a voz de que estava com Nariz intupido respondia: "Pois é. Quem é que vai cantar aí no Teatro?"
"- Ninguém vai cantar não, é uma peça. Hamlet com Wagner Moura. E a gente vai atras de cultura e não pode. Depois é burra!"
A mulher resmungou, resmungou que a outra cansou e entrou no ônibus e ainda chamou ela, mas ela disse:
"- Não eu não vou não. Já tô aqui, vou esperar abrir a bilheteria."
Por fim o ônibus passou e eu vim pra casa. No caminho, só lendo a Revista Guia do Estudante e olhando a orla de Salvador...
revista Guia do Estudante
Orla de Salvador
(...) sem títulO (...)
sábado, 11 de julho de 2009
Encerrando a Semana
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Volta às aulas
Mas nada disso aconteceu. Apenas hoje, na volta pra casa uma senhora entrou pela porta do fundo do ônibus, rodou a catraca e sentou.
O ônibus para variar estava cheio. A cobradora veio pegar o dinheiro da passagem da senhora e ela com a cara mais lavada disse:
" - Hoje eu tô sem dinheiro, mas eu não pago não."
A cobradora retada voltou pro lugar dela resmungando:
" - É cada uma que me aparece. Por que merda não entrou pela porta da frente?"
E a senhora ficou lá feito desentendida do assunto tentando se justificar com as pessoas que estavam perto dela.
A chuva aumentou, o ônibus ficou abafado, mas antes de chegar em casa a chuva parou.
Nisso entram duas mulheres com roupas iguais, aquelas fardas horríveis...
Só ki uma dela ficou em pé, do meu lado e não sentava por nada. Ficava encomodando, porque ela se batia no meu braço toda hora. E me olhava com a cara feia. Me deu uma raiva daquela infeliiz. Encomoda e eu que tô errado. Ainda bem que chegou no meu ponto e eu desci.
sábado, 4 de julho de 2009
Fim das Férias
Depois daquelas paradas que podem não ser nos lugares mais lindos, mas são a salvação de quem vem ouvindo berro de criança, o teco teco da lataria do buzão, sentindo o cheiro de borracha queimada e o fedor de vômito de criança... enfim, você chega na capital baiana fedendo, suado e com uma enorme vontade de tomar banho. O maior susto é quando você vê que a rodoviária está LOTADA. Você olha pra todos os lados, ninguém te esperando, mas você lembra das boas festas do interior, porque a rodoviária ainda está decorada com bandeirolas e balões de São João e tocando aquele forrozinho.
Você continua andando e arrastando as malas, empurrando as caixas, duas mochilas penduradas nas costas, a garganta seca e aquela sensação que todo mundo está te olhando, porque você trouxe tanta coisa que sua bagagem parece ser a maior do mundo.
Tá pensando que o sofrimento acaboou? Ai ai..
Ainda tem que atravessar a passarela e pegar aquele coletivo cheio de gente e enfrentar o velho engarrafamento que apimenta o BLOG!!!
E no final você diz: FORAM AS MELHORES FÉRIAS QUE JÁ TIVE.

por Evaldo A. Moraes

